{"id":570,"date":"2011-07-28T19:18:43","date_gmt":"2011-07-28T22:18:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/?p=570"},"modified":"2011-07-28T19:18:43","modified_gmt":"2011-07-28T22:18:43","slug":"a-existencia-da-geracao-y-ainda-nao-e-consenso-anos-depois-de-surgir-o-conceito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/2011\/07\/28\/a-existencia-da-geracao-y-ainda-nao-e-consenso-anos-depois-de-surgir-o-conceito\/","title":{"rendered":"A exist\u00eancia da gera\u00e7\u00e3o Y ainda n\u00e3o \u00e9 consenso, anos depois de surgir o conceito"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/205604_160717187321237_157874747605481_369339_4856086_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/205604_160717187321237_157874747605481_369339_4856086_n.jpg\" alt=\"\" title=\"205604_160717187321237_157874747605481_369339_4856086_n\" width=\"400\" height=\"400\" class=\"alignright size-full wp-image-571\" \/><\/a>O ESTADO DE S\u00c3O PAULO (SP) \u2022 ECONOMIA \u2022 27\/7\/2011 \u2022 ESPM<br \/>\nM\u00e3o de obra jovem e com estilo pr\u00f3prio. Existe?<br \/>\nA exist\u00eancia da gera\u00e7\u00e3o Y ainda n\u00e3o \u00e9 consenso, anos depois de surgir o conceito<br \/>\nS\u00e3o Paulo &#8211; Vanessa Silva, de 26 anos, faz parte da chamada &#8220;gera\u00e7\u00e3o Y&#8221;. Ser\u00e1? A denomina\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 conhecida e as atitudes do jovem desta faixa et\u00e1ria no trabalho s\u00e3o consideradas verdades consolidadas. Dizem que ele muda muito de emprego, pois a fam\u00edlia banca a sua educa\u00e7\u00e3o. Que precisa de desafios, \u00e9 inst\u00e1vel e quer subir r\u00e1pido na carreira. &#8220;S\u00f3 depois que comecei a trabalhar eu pude financiar minha educa\u00e7\u00e3o. No primeiro emprego, que era no com\u00e9rcio, a rotina era sempre a mesma, sem perspectiva de melhoras ou crescimento, mas precisava ficar para financiar meus estudos.&#8221; No atual trabalho, em uma empresa de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, chegou \u00e0 coordenadora de suporte. &#8220;N\u00e3o houve pressa nem press\u00e3o, tudo aconteceu naturalmente.&#8221;<br \/>\nO caso de Vanessa mostra os problemas de generalizar ainda mais uma gera\u00e7\u00e3o inteira. De fato, n\u00e3o existe nem mesmo consenso de quando nasceram os membros da gera\u00e7\u00e3o Y. Alguns especialistas afirmam que foi no fim da d\u00e9cada de 1970 e outros, no come\u00e7o da de 1980. Os \u00faltimos teriam sido gerados no ano 2000. O recorte come\u00e7ou a surgir nos Estados Unidos, h\u00e1 uma d\u00e9cada. Primeiro ganhou o nome de &#8220;millenium&#8221;, posteriormente passando a Y. H\u00e1 cinco anos a denomina\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a aparecer no setor de recursos humanos das empresas brasileiras.<br \/>\nNo entanto, ainda h\u00e1 quem duvide de que essa gera\u00e7\u00e3o &#8211; e os comportamentos atribu\u00eddos a ela &#8211; seja real. &#8220;H\u00e1 cem anos j\u00e1 existiam pessoas com caracter\u00edsticas assim&#8221;, diz o consultor em gest\u00e3o de pessoas, Eduardo Ferraz. &#8220;Os jovens t\u00eam mudado muito de emprego, pois a economia est\u00e1 aquecida. Estamos vivendo uma \u00e9poca de pleno emprego e existe falta de m\u00e3o de obra.&#8221;<br \/>\nJustificativa. Segundo ele, a denomina\u00e7\u00e3o se tornou uma desculpa. &#8220;Esse papo de gera\u00e7\u00e3o Y se tornou \u00e1libi para o gestor que n\u00e3o consegue reter os funcion\u00e1rios. Ele justifica que perdeu o empregado porque ele era Y&#8221;, afirma Ferraz.<br \/>\n<strong>Para a professora e coordenadora do n\u00facleo de gest\u00e3o de pessoas da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Adriana Gomes, o que acontece \u00e9 a velha crise entre gera\u00e7\u00f5es. &#8220;Acaba-se valorizando a quest\u00e3o e alguns funcion\u00e1rios a usam como desculpa para exigir aumento e justificar comportamentos inadequados.&#8221; Ela faz um questionamento: &#8220;A quem interessa discutir isso? \u00c9 uma moda que \u00e9 digerida para vender livros e palestras.&#8221; <\/strong><br \/>\nPara a vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), Elaine Saad, a gera\u00e7\u00e3o existe sim. &#8220;Eles t\u00eam caracter\u00edsticas pr\u00f3prias. O que os difere \u00e9 a agilidade e o uso da tecnologia &#8211; produto de sua \u00e9poca&#8221;, afirma. Segundo Elaine, o fato se tornou claro para os profissionais de recursos humanos quando surgiram conflitos entre as gera\u00e7\u00f5es, e eles precisaram lidar com isso. &#8220;Quando se come\u00e7ou a falar das qualidades desse jovem, como ser multitarefa, algumas empresas acharam que ele iria resolver todos os problemas. Acabaram colocando uma confian\u00e7a absurda nele&#8221;, conta. Quando a realidade mostrou que n\u00e3o se trava de um ser especial, come\u00e7ou a surgir todo tipo de estere\u00f3tipos, como de insubordinado.<br \/>\nFrancisco Albuquerque, de 28 anos, criador do blog &#8220;Nossa gera\u00e7\u00e3o Y&#8221;, concorda. &#8220;Eu vivi o conflito no ambiente de trabalho com a gera\u00e7\u00e3o X, por causa da relut\u00e2ncia deles a se atualizar. Alguns acabam at\u00e9 impedindo a implanta\u00e7\u00e3o de novidades. Querem manter status quo na empresa&#8221;,diz. Para ele, a gera\u00e7\u00e3o Y \u00e9 real, &#8220;mas n\u00e3o se pode colocar todos na mesma caixinha&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ESTADO DE S\u00c3O PAULO (SP) \u2022 ECONOMIA \u2022 27\/7\/2011 \u2022 ESPM M\u00e3o de obra jovem e com estilo pr\u00f3prio. Existe? A exist\u00eancia da gera\u00e7\u00e3o Y ainda n\u00e3o \u00e9 consenso, anos depois de surgir o conceito S\u00e3o Paulo &#8211; Vanessa Silva, de 26 anos, faz parte da chamada &#8220;gera\u00e7\u00e3o Y&#8221;. Ser\u00e1? 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