{"id":5426,"date":"2021-09-14T22:24:16","date_gmt":"2021-09-14T22:24:16","guid":{"rendered":"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/?p=5426"},"modified":"2021-09-20T14:27:31","modified_gmt":"2021-09-20T14:27:31","slug":"o-futuro-das-carreiras-work-in-progress","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/2021\/09\/14\/o-futuro-das-carreiras-work-in-progress\/","title":{"rendered":"O futuro das carreiras: Work in progress!"},"content":{"rendered":"\n<p>Por&nbsp;Adriana&nbsp;Gomes&nbsp;para&nbsp;a&nbsp;Revista&nbsp;ESPM&nbsp;&#8211;&nbsp;Edi\u00e7\u00e3o&nbsp;118<br><br><em>Menos de 5% das carreiras s\u00e3o candidatas \u00e0 automa\u00e7\u00e3o total. Isso quer dizer que grande parte das atividades profissionais precisar\u00e1 se reciclar e aprender a utilizar novas tecnologias para continuar existindo. Ent\u00e3o, m\u00e3os \u00e0 obra!&nbsp;<\/em><br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O <\/strong>futuro sempre \u00e9 tema para especula\u00e7\u00f5es. Na maioria das vezes, as previs\u00f5es carregam incertezas e costumam falhar, em especial aquelas relacionadas a carreiras e profiss\u00f5es. Desde que comecei nessa din\u00e2mica \u00e1rea, h\u00e1 quase 30 anos, os jornalistas anualmente costumavam fazer perguntas sobre o futuro das profiss\u00f5es e sobre as profiss\u00f5es mais promissoras, no af\u00e3 de aplacar a ansiedade dos pais e seus jovens filhos no dif\u00edcil momento de escolher uma carreira profissional para prestar o vestibular.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio atual n\u00e3o \u00e9 diferente. \u00c9 apenas mais abrangente, pois engloba pais ansiosos pelo futuro dos seus filhos e tamb\u00e9m pelo pr\u00f3prio futuro. Isso porque muitos desses pais vivem hoje uma s\u00e9rie de dramas e questionamentos em rela\u00e7\u00e3o ao futuro da pr\u00f3pria carreira e ainda t\u00eam de lidar com o fator longevidade \u2014 o que acrescenta mais d\u00favidas a um momento de vida no qual muitos profissionais pensavam em encerrar suas atividades. Agora, esses profissionais, j\u00e1 seniores, est\u00e3o tendo de revisitar suas escolhas e at\u00e9 optar por mudan\u00e7as de carreira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da longevidade \u2014 nunca vivemos tanto quanto hoje \u2014, a crescente acelera\u00e7\u00e3o das tecnologias em velocidade exponencial, e n\u00e3o mais linear, impacta a todos. Todas essas mudan\u00e7as alteram significativamente nossa percep\u00e7\u00e3o de futuro, afetando nossas atitudes diante das expectativas de vida e carreira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A intelig\u00eancia artificial, que anos atr\u00e1s era uma ideia distante, hoje est\u00e1 na palma de nossas m\u00e3os. J\u00e1 nos acostumamos com os aplicativos que facilitam nossa vida e j\u00e1 somos atendidos por rob\u00f4s, com alguma naturalidade. Aqueles que, como eu, j\u00e1 passaram dos 50 precisaram se adaptar a in\u00fameras transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas ao longo dos anos. Conversando com amigos, lembramos do telefone fixo de teclas e do quanto j\u00e1 foi dif\u00edcil, neste pa\u00eds, ter uma linha de telefonia fixa. Hoje, te empurram, num combo ilegal, o tal do telefone fixo, que nem sequer sei o n\u00famero. J\u00e1 passamos pelo fax, que agilizou muito os neg\u00f3cios naquela \u00e9poca. Nosso mundo \u00e9 altamente conectado e existe a perspectiva de que o volume de dados alcance a casa dos 40 mil Exabytes \u2014 40 Zettabytes, ou ainda 40 trilh\u00f5es de Gigabytes \u2014, como aponta o gr\u00e1fico da p\u00e1gina 22.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E a pergunta \u00e9: o que faremos com tantas informa\u00e7\u00f5es? Aqui temos um desafio e in\u00fameras oportunidades!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre digo que nunca estamos exatamente preparados para determinadas situa\u00e7\u00f5es. Vamos aprendendo a&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>lidar com elas, na medida em que se apresentam. Acredito que nem os mais promissores futuristas conseguiram imaginar a realidade como ela \u00e9 hoje, ainda que os Jetsons \u2014 desenho animado criado em 1962 que se passa no ainda distante ano de 2062 \u2014 tenham sido uma boa tentativa. As teleconfer\u00eancias figuravam entre as novidades incr\u00edveis apresentadas pelo desenho na \u00e9poca. Hoje, 58 anos depois da estreia dos Jetsons na TV, essa realidade j\u00e1 \u00e9 t\u00e3o trivial em nosso dia a dia, que n\u00e3o precisamos mais esperar o ano projetado pelo desenho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outras inova\u00e7\u00f5es ainda est\u00e3o a caminho, mas rob\u00f4s interagindo com humanos tamb\u00e9m j\u00e1 s\u00e3o realidade. Certamente, voc\u00ea j\u00e1 deve ter interagido com a Siri, o Alexa, o Bixby ou o Google. Mas \u00e9 o Pepper, um rob\u00f4 social humanoide, que nos aproxima ainda mais da realidade dos Jetsons. Primeiro desse tipo no mundo, esse rob\u00f4 est\u00e1 programado para reconhecer rostos humanos e possui emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas. Sua intelig\u00eancia artificial permite que ele interaja com os seres humanos por meio de sua interface <em>touch screen <\/em>e at\u00e9 mesmo em conversas. Os \u201ccarros voadores\u201d j\u00e1 est\u00e3o na prancheta: a startup Lilium Aviation apresentou em maio de 2019 um prot\u00f3tipo de t\u00e1xi voador de cinco lugares. Totalmente el\u00e9trico, o modelo conta com dois pares de asas, decola verticalmente, atinge at\u00e9 300 quil\u00f4metros\/hora e tem autonomia de 300 quil\u00f4metros. Em outubro, foi realizado o primeiro \u2014 e bem-sucedido \u2014 teste. Quem sabe seja realidade, como as videoconfer\u00eancias at\u00e9 2062!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso futuro \u00e9 incerto e pode-se adotar postura positiva ou catastr\u00f3fica diante dele. A segunda, inclusive, consegue ganhar as telas dos cinemas, projetando cen\u00e1rios calamitosos, p\u00f3s-apocal\u00edpticos, com sociedades destru\u00eddas e muitas vezes voltando a humanidade aos per\u00edodos medievais. A postura mais positiva nos coloca como seres mais conscientes, que dominam melhor as emo\u00e7\u00f5es ou simplesmente as subtraem \u2014 como se as emo\u00e7\u00f5es fossem causadoras dos males sociais. Nas telonas, hist\u00f3rias sobre o futuro unem todo tipo de tecnologia para melhorar a qualidade de vida, ou ainda nos enviam para novas gal\u00e1xias, aludindo que talvez a terra n\u00e3o seja mais um lugar amistoso. Enfim, especula\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Proje\u00e7\u00f5es e especula\u00e7\u00f5es s\u00e3o v\u00e1lidas, pois muitas vezes a vida acaba mesmo imitando a arte. J\u00e1 existem organiza\u00e7\u00f5es trabalhando para entender como poder\u00e1 ser o futuro do trabalho no mundo, como o Center for the Future of Work\u2122,&nbsp;que se prop\u00f5e a examinar como o trabalho est\u00e1 mudando e mudar\u00e1 em resposta ao surgimento de novas tecnologias, novas pr\u00e1ticas de neg\u00f3cios e novos trabalhadores.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"315\" height=\"288\" src=\"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/jetsons.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5430\" srcset=\"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/jetsons.png 315w, https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/jetsons-300x274.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><figcaption><br><strong>Nem os mais promissores futuristas conseguiram imaginar a realidade como ela \u00e9 hoje, ainda que o desenho animado dos Jetsons, de 1962, tenha sido uma boa tentativa&nbsp;<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O McKinsey Global Institute tamb\u00e9m est\u00e1 conduzindo um programa de pesquisa, em andamento, sobre tecnologias de automa\u00e7\u00e3o e seus poss\u00edveis efeitos. Um novo relat\u00f3rio da MGI, <em>Um futuro que funciona: automa\u00e7\u00e3o, emprego e produtividade<\/em>, destaca v\u00e1rias descobertas importantes. Levando em conta a base na modelagem de cen\u00e1rios que eles utilizam, estima-se que a automa\u00e7\u00e3o possa aumentar o crescimento da produtividade globalmente de 0,8% a 1,4% ao ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto que vem ao encontro do que acredito em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho \u00e9 o fato de que quase toda ocupa\u00e7\u00e3o tem potencial parcial para automa\u00e7\u00e3o, pois, como afirmam os pesquisadores, menos de 5% s\u00e3o candidatas \u00e0 automa\u00e7\u00e3o total. Isso quer dizer que grande parte das atividades profissionais precisar\u00e1 se reciclar e aprender a utilizar novas tecnologias para continuar existindo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 vejo isso acontecendo com profissionais que oriento em meu consult\u00f3rio, como m\u00e9dicos, advogados, engenheiros, jornalistas, que est\u00e3o buscando conhecer melhor essa tal de IA, por exemplo, que est\u00e1 mudando a maneira de atuar desses profissionais. Uma cliente m\u00e9dica s\u00eanior, angustiada com o futuro da sua vida profissional, procurou-me com o intuito de ajud\u00e1-la&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>no processo de mudan\u00e7a de carreira, e o caminho que encontramos foi o da sua associa\u00e7\u00e3o \u00e0s novas tecnologias para ressurgir, como uma f\u00eanix, uma nova profissional, aliando seus profundos conhecimentos t\u00e9cnicos da \u00e1rea de diagn\u00f3sticos por imagem com essa tecnologia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Houve muitos investimentos em congressos internacionais, cursos, eventos, estudos, mas em pouco tempo ela j\u00e1 se tornou refer\u00eancia em IA na sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre digo aos meus alunos para ficarem atentos \u00e0s suas atividades, pois, se elas puderem ser substitu\u00eddas por rob\u00f4s, certamente ser\u00e3o. Os rob\u00f4s e os computadores podem realizar uma s\u00e9rie de atividades f\u00edsicas de rotina, de um modo melhor e mais econ\u00f4mico que os humanos, como tamb\u00e9m s\u00e3o cada vez mais capazes de realizar atividades que incluem capacidades cognitivas, consideradas anteriormente muito dif\u00edceis de serem automatizadas com sucesso, tal como fazer julgamentos t\u00e1citos ou sentir emo\u00e7\u00f5es. Voltemos ao Pepper.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o vejo nem um futuro catastr\u00f3fico \u2014 como muitos preconizam e geram terror nas pessoas, com previs\u00f5es alarmantes de extremo desemprego \u2014, nem um futuro t\u00e3o po\u00e9tico no qual a sociedade do trabalho mude radicalmente e passe a viver em plena harmonia. H\u00e1, como sempre houve, ang\u00fastia e ansiedade frente ao novo e acomoda\u00e7\u00e3o com o passar do tempo. Os espa\u00e7os entre eles \u00e9 que tendem a ser cada vez menores, o que vai exigir de cada um de n\u00f3s mais resili\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ilustrar minha tese, convido-o a pensar como voc\u00ea sentiu quando mudaram o sistema operacional da sua empresa. Quando teve de baixar um aplicativo pela primeira vez? Precisou aprender uma nova atividade? Come\u00e7ou um novo trabalho? Ou ainda fez algo novo pela&nbsp;primeira vez? Esses sentimentos e sensa\u00e7\u00f5es (como impasse, um pouco de inseguran\u00e7a, ou muita, certa euforia misturada com medo e at\u00e9 a surpresa) far\u00e3o cada vez mais parte de suas experi\u00eancias daqui para frente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"327\" height=\"235\" src=\"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/grafico_world.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5432\" srcset=\"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/grafico_world.png 327w, https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/grafico_world-300x216.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 327px) 100vw, 327px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 preciso, principalmente para aqueles que n\u00e3o s\u00e3o nativos digitais, baixar a guarda frente ao novo, resgatar a humildade, que nem sempre acompanha os mais seniores, para aprender com os mais jovens (esta, sim, \u00e9 uma invers\u00e3o cultural das brabas!), enfrentar a quebra de paradigmas, esquecer um pouco a quest\u00e3o das hierarquias r\u00edgidas e as formalidades nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pense na explos\u00e3o de espa\u00e7os de trabalho compartilhados \u2014 <em>coworkings<\/em>, reunindo em um mesmo local pessoas que n\u00e3o necessariamente trabalham para a mesma empresa, com ambientes pensados para o trabalho aut\u00f4nomo e muito <em>networking <\/em>com pessoas de diversas \u00e1reas, idades, g\u00eaneros, ideias. Um salto para a diversidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro importante fator de mudan\u00e7a nos ambientes de trabalho ser\u00e1 a conviv\u00eancia com profissionais de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es. A longevidade \u00e9 realidade, mas as pol\u00edticas de diversidade das empresas ainda n\u00e3o incluem esse recorte \u2014 das faixas et\u00e1rias \u2014, o que sugere que, daqui para frente, apesar de algumas iniciativas bem intencionadas de programas empresariais contratarem os 50+, ainda teremos de lidar com mais esse preconceito, o idadismo (preconceito com pessoas mais velhas).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de pouco conhecido, o termo foi cunhado pela primeira vez em 1969 por Robert Butler, ent\u00e3o diretor do National Institute on Aging dos Estados Unidos. Mais recentemente, em 1995, Butler definiu idadismo como sendo um \u201cprocesso sistem\u00e1tico de estereotipagem e discrimina\u00e7\u00e3o contra as pessoas mais velhas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"316\" height=\"301\" src=\"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/pepper_the_robot-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5435\" srcset=\"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/pepper_the_robot-1.png 316w, https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/pepper_the_robot-1-300x286.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 316px) 100vw, 316px\" \/><figcaption><br><strong>Pepper, o rob\u00f4 social humanoide, que nos aproxima da realidade dos Jetsons, est\u00e1 programado para reconhecer rostos humanos e apresentar emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas&nbsp;<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao fator senioridade e mercado de trabalho, a minha avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que os pr\u00f3ximos dez anos ser\u00e3o os mais dif\u00edceis para os 50+, pois ir\u00e3o representar a fase da ruptura com os padr\u00f5es estabelecidos e quebra das primeiras barreiras contra o preconceito. O mercado tende a se acomodar e a identificar vantagens na incorpora\u00e7\u00e3o dessa nova categoria de profissionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator positivo em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho \u00e9 que, historicamente, os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos geraram mais empregos do que destru\u00edram. A Oxford Martin School e a Person, empresa de educa\u00e7\u00e3o, promoveram o estudo <em>Future Skills<\/em>. Realizado nos Estados Unidos e no Reino Unido, o relat\u00f3rio analisou tend\u00eancias como a urbaniza\u00e7\u00e3o, o aumento da desigualdade, a incerteza&nbsp;pol\u00edtica, as mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas, a globaliza\u00e7\u00e3o e a sustentabilidade ambiental, que nesse estudo s\u00e3o consideradas detentoras do poder de influenciar o futuro das habilidades e do emprego em 2030. \u00c9 interessante visitar o site para conhecer mais a fundo os par\u00e2metros da pesquisa, que combina a experi\u00eancia humana com <em>machine learning <\/em>e permite realizar previs\u00f5es direcionais quantific\u00e1veis para o crescimento das ocupa\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m identifica quais habilidades e conhecimentos ser\u00e3o necess\u00e1rios, e aqueles que provavelmente sofrer\u00e3o crescimento ou decl\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea conseguir\u00e1 descobrir, segundo a base de pesquisa deles, quais habilidades ser\u00e3o necess\u00e1rias, em 2030, para ter sucesso no seu trabalho atual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para minha sorte, nessa pesquisa, minha vida como educadora para n\u00edvel superior tem 80,6% de chance de crescimento at\u00e9 2030.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos em frente! O futuro est\u00e1 em nossas m\u00e3os para ser constru\u00eddo. Trabalho n\u00e3o nos faltar\u00e1!&nbsp;<br><br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Adriana Gomes&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mestre em psicologia social e do trabalho, diretora do site&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>www.vidaecarreira.com.br e autora dos livros <\/em>T\u00f4 perdido! Mudan\u00e7a e gest\u00e3o da carreira <em>(QualityMark, 2014) e <\/em>Mudan\u00e7a de carreira e transforma\u00e7\u00e3o da identidade <em>(LCTE, 2016)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Adriana&nbsp;Gomes&nbsp;para&nbsp;a&nbsp;Revista&nbsp;ESPM&nbsp;&#8211;&nbsp;Edi\u00e7\u00e3o&nbsp;118 Menos de 5% das carreiras s\u00e3o candidatas \u00e0 automa\u00e7\u00e3o total. Isso quer dizer que grande parte das atividades profissionais precisar\u00e1 se reciclar e aprender a utilizar novas tecnologias para continuar existindo. Ent\u00e3o, m\u00e3os \u00e0 obra!&nbsp; O futuro sempre \u00e9 tema para especula\u00e7\u00f5es. 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