{"id":4517,"date":"2020-09-09T11:34:19","date_gmt":"2020-09-09T14:34:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/?p=4517"},"modified":"2021-10-05T19:17:07","modified_gmt":"2021-10-05T19:17:07","slug":"o-que-as-liderancas-ja-aprenderam-com-o-home-office-ate-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/2020\/09\/09\/o-que-as-liderancas-ja-aprenderam-com-o-home-office-ate-agora\/","title":{"rendered":"O que as lideran\u00e7as j\u00e1 aprenderam com o home office at\u00e9 agora?"},"content":{"rendered":"<p>Por&nbsp;<strong>Marina Kuzuyabu<br \/>\n<\/strong><em>Esta reportagem foi publicada na edi\u00e7\u00e3o 68 de VOC\u00ca RH.<\/em><\/p>\n<h2 class=\"article-subtitle\">Mais da metade das empresas n\u00e3o possu\u00eda pr\u00e1ticas de trabalho \u00e0 dist\u00e2ncia antes da crise da covid-19. Veja quais s\u00e3o os erros e os acertos dessa experi\u00eancia<\/h2>\n<div class=\"featured-image\">\n<div class=\"image\">\n<div id=\"standard_1\" class=\"st-placement standard_1 inImage\">\n<div class=\"st-adunit st-show st-reset\">\n<div class=\"st-container st-reset\">\n<div class=\"st-adunit-ad st-reset\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"abril-image optimized lazyloaded\" src=\"https:\/\/abrilvocesa.files.wordpress.com\/2020\/09\/home-1.jpg\" sizes=\"auto, (min-width: 991px) 680px, (max-width: 420px) 420px, (max-width: 360px) 360px, \" srcset=\"https:\/\/abrilvocesa.files.wordpress.com\/2020\/09\/home-1.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;resize=680,453 680w, https:\/\/abrilvocesa.files.wordpress.com\/2020\/09\/home-1.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;resize=420,280 420w, https:\/\/abrilvocesa.files.wordpress.com\/2020\/09\/home-1.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;resize=360,240 360w, \" alt=\"\" width=\"610\" height=\"444\" data-src=\"https:\/\/abrilvocesa.files.wordpress.com\/2020\/09\/home-1.jpg\" data-srcset=\"https:\/\/abrilvocesa.files.wordpress.com\/2020\/09\/home-1.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;resize=680,453 680w, https:\/\/abrilvocesa.files.wordpress.com\/2020\/09\/home-1.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;resize=420,280 420w, https:\/\/abrilvocesa.files.wordpress.com\/2020\/09\/home-1.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;resize=360,240 360w, \" data-pin-nopin=\"false\"><\/p>\n<\/div>\n<h5 class=\"caption\" style=\"text-align: left;\">Adriana Gomes, coordenadora nacional de carreira e mercado da ESPM: em quatro dias, a institui\u00e7\u00e3o se organizou para dar aulas online &nbsp;(FILIPE REDONDO\/VOC\u00ca RH)<\/h5>\n<\/div>\n<p><em>Esta reportagem foi publicada na edi\u00e7\u00e3o 68 de VOC\u00ca RH.<\/em><br \/>\nEm meados de mar\u00e7o, a dire\u00e7\u00e3o da Escola Superior de Propaganda e Marketing (\u00adESPM) decidiu fechar suas oito unidades e manter seus 12.600 alunos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e seu corpo docente de 800 professores em casa. Era o in\u00edcio da contamina\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus no pa\u00eds, e a institui\u00e7\u00e3o seguia as orienta\u00e7\u00f5es de autoridades de sa\u00fade do mundo todo, que recomendavam o isolamento como a melhor forma de preven\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPara evitar que as aulas fossem suspensas por muito tempo, a meta da ESPM era dar continuidade \u00e0s atividades acad\u00eamicas de forma remota dentro de quatro dias. \u201cTrabalhamos inclusive no fim de semana para que todos tivessem condi\u00e7\u00f5es de realizar as tarefas a dist\u00e2ncia, dos professores aos profissionais da \u00e1rea administrativa. Realizamos at\u00e9 treinamentos, mesmo nesse curto espa\u00e7o de tempo\u201d, diz Adriana Gomes, coordenadora nacional de carreira e mercado da ESPM e respons\u00e1vel pela gest\u00e3o de pessoas do corpo docente.<br \/>\nE n\u00e3o foi apenas a ESPM que teve de implantar o home office da noite para o dia. De acordo com uma pesquisa da ISE Business School, 51% das empresas n\u00e3o possu\u00edam pr\u00e1ticas de teletrabalho antes da pandemia. Se excluirmos as multinacionais e considerarmos apenas as companhias nacionais e familiares, o n\u00famero \u00e9 ainda maior: 65%. O levantamento, que entrevistou 518 executivos brasileiros entre abril e maio, apontou que, atualmente, o \u00edndice de empresas que est\u00e3o operando com trabalhadores em casa aumentou para 62%.<br \/>\nPassados meses do in\u00edcio da quarentena, o trabalho remoto ainda n\u00e3o se tornou perfeito, \u00e9 claro. Mas j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel extrair algumas li\u00e7\u00f5es do que d\u00e1 certo (ou n\u00e3o) no home office. Uma delas \u00e9 que o esfor\u00e7o n\u00e3o termina nos primeiros dias. Na ESPM, por exemplo, a for\u00e7a-tarefa montada pela institui\u00e7\u00e3o para auxiliar os docentes espalhados por S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Florian\u00f3polis se mant\u00e9m at\u00e9 hoje.<br \/>\nIsso porque, embora os professores j\u00e1 viessem realizando treinamentos sobre home office desde 2019, novas quest\u00f5es surgiram ap\u00f3s a migra\u00e7\u00e3o de 100% do trabalho para a internet. \u201cH\u00e1 demandas relacionadas ao suporte t\u00e9cnico e particularidades do ensino remoto\u201d, diz Adriana. A din\u00e2mica das equipes tamb\u00e9m mudou. As reuni\u00f5es entre docentes e coordenadores pedag\u00f3gicos, que eram realizadas de forma pontual anteriormente, se tornaram semanais. \u201cCriou-se um sentimento de colabora\u00e7\u00e3o para encontrar o ideal de ensino e aprendizado fora da sala de aula\u201d, diz a executiva.<br \/>\nAl\u00e9m de aproximar os times, a crise serviu para revelar para as lideran\u00e7as uma habilidade que elas n\u00e3o conheciam: a capacidade de promover transforma\u00e7\u00f5es gigantescas em um curt\u00edssimo espa\u00e7o de tempo. \u201cTivemos momentos de apreens\u00e3o, mas vimos que na hora da necessidade todo mundo rema para uma mesma dire\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Adriana.<\/p>\n<h3>Quest\u00e3o de h\u00e1bito<\/h3>\n<p>O fator cultural \u00e9 um dos desafios que mais pesam na ado\u00e7\u00e3o do home office. Mas nem sempre ele \u00e9 considerado o maior impeditivo pelas empresas. Segundo uma pesquisa publicada em mar\u00e7o pela consultoria Talenses, realizada em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral e que ouviu 375 profissionais de gest\u00e3o de pessoas, disponibilizar notebooks e redes de acesso era considerada a maior dificuldade pelos RHs para implementar a pr\u00e1tica. As barreiras culturais apareciam apenas em segundo lugar.<br \/>\n\u201cPor\u00e9m, s\u00e3o elas que merecem nossa aten\u00e7\u00e3o. O brasileiro gosta do conv\u00edvio di\u00e1rio com os colegas de trabalho e est\u00e1 muito habituado a reuni\u00f5es e a um contato mais pr\u00f3ximo com as lideran\u00e7as\u201d, diz Rodrigo Vianna, CEO da Mappit, um dos bra\u00e7o de recrutamento do Talenses Group.<br \/>\nPor isso, muitos gestores continuam realizando longas reu\u00adni\u00f5es e alguns at\u00e9 aumentaram a frequ\u00ean\u00adcia dos encontros para suprir a falta das conversas olho no olho. Se por um lado o contato intenso favorece o v\u00ednculo, por outro pode prejudicar a produtividade. Ser mais objetivo durante as videoconfer\u00eancias foi um dos primeiros aprendizados da multinacional Basf. \u201cCome\u00e7amos a nos policiar para diminuir as horas gastas em reuni\u00f5es. Tempo \u00e9 escasso e estamos com outras prioridades neste momento\u201d, afirma Bruno Ferrante, gerente de desenvolvimento de talentos para a Am\u00e9rica do Sul da Basf.<br \/>\nE isso porque o home office j\u00e1 era uma pr\u00e1tica estruturada na multinacional. Antes da pandemia, os funcion\u00e1rios da \u00e1rea comercial, que representam 10% do quadro de 4.155 empregados da empresa no Brasil, j\u00e1 atuavam de forma totalmente remota. Para o restante do time, havia uma pol\u00edtica de flexibilidade, implantada em 2015, que permitia o home office de uma a duas vezes por semana.<br \/>\nCom a pandemia, 2.100 empregados das \u00e1reas financeira, administrativa, de comunica\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o de pessoas e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o passaram a trabalhar de casa em tempo integral. O restante do quadro \u00e9 composto de trabalhadores operacionais, que continuam nas f\u00e1bricas, com protocolos de preven\u00e7\u00e3o ao coronav\u00edrus.<\/p>\n<h3>Nem ao c\u00e9u, nem \u00e0 terra<\/h3>\n<p>O excesso de reuni\u00f5es pode ser um efeito da microgest\u00e3o, mal que muitas empresas ainda enfrentam. \u201c\u00c0s vezes, por inseguran\u00e7a ou ansiedade, l\u00edderes caem na armadilha de querer controlar cada passo de seus subordinados, sufocando-os com perguntas a todo momento\u201d, diz Fernando Mantovani, diretor-geral da consultoria Robert Half. E, se sufocar prejudica, abandonar tamb\u00e9m \u00e9 ruim. \u201cOs gestores devem se policiar para n\u00e3o perder o v\u00ednculo com as pessoas\u201d, diz Fernando.<br \/>\nDada a complexidade da crise que estamos vivendo, o relacionamento pode \u2014 e deve \u2014 avan\u00e7ar em quest\u00f5es pessoais. Nessa hora, tire a empatia do discurso e a pratique por meio de conversas francas e perguntas diretas sobre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho que as pessoas est\u00e3o enfrentando. Fam\u00edlias com crian\u00e7as ou m\u00e3es solos, por exemplo, possuem desafios adicionais. \u201cObviamente a produtividade desses profissionais ser\u00e1 afetada. Talvez seja o caso de pensar em estrat\u00e9gias como f\u00e9rias ou flexibilidade de hor\u00e1rios\u201d, afirma Fernando.<br \/>\nLevar em considera\u00e7\u00e3o o contexto de cada funcion\u00e1rio foi uma preocupa\u00e7\u00e3o da Basf. \u201cTemos consci\u00eancia de que as pessoas est\u00e3o se dedicando mais a tarefas dom\u00e9sticas e familiares agora. Os pais precisam dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as e, em alguns casos, at\u00e9 dividir o computador\u201d, diz Bruno. Por isso, a companhia realizou uma s\u00e9rie de confer\u00eancias com as lideran\u00e7as para sensibilizar os executivos. \u201cEm resumo, a orienta\u00e7\u00e3o foi a seguinte: \u2018Ou\u00e7a o empregado e acolha suas demandas. Seja um hor\u00e1rio de almo\u00e7o estendido, seja a necessidade de cuidados com algum familiar doente\u2019\u201d, afirma Bruno.<br \/>\nA crise do coronav\u00edrus acelerou diversas mudan\u00e7as que j\u00e1 eram previstas no mundo corporativo, e se adaptar a essa nova realidade \u00e9 importante, porque muita coisa veio para ficar. \u201cH\u00e1 anos falamos sobre a necessidade dos l\u00edderes de realizar a gest\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es e das expectativas dos profissionais e de atuar como facilitadores\u201d, diz Esteban Morin, diretor de desenvolvimento e neg\u00f3cios Latam no Grupo Cia de Talentos. Se antes era prefer\u00edvel ser assim, agora \u00e9 indispens\u00e1vel adotar essa postura.<br \/>\nO cen\u00e1rio atual de incertezas e preocupa\u00e7\u00f5es gera medo e ansiedade nas pessoas. Por isso, ter a oportunidade de falar sobre esses sentimentos \u00e9 necess\u00e1rio para evitar o desgaste emocional. Cabe aos l\u00edderes, portanto, abrir essa porta. \u201cEssa postura n\u00e3o tem a ver com resolver os problemas. \u00c9 mais uma atitude de cuidado, de fortalecimento de v\u00ednculos\u201d, afirma Esteban.<\/p>\n<h3>De olho no psicol\u00f3gico<\/h3>\n<p>O acompanhamento da sa\u00fade mental dos funcion\u00e1rios, algo urgente antes mesmo da pandemia, tamb\u00e9m tem de ser prioridade. Isso porque, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, o isolamento social pode agravar problemas como depress\u00e3o e ansiedade.<br \/>\nCientes desse contexto, a Ocyan, empresa do setor de \u00f3leo e g\u00e1s com sede no Rio de Janeiro, disponibilizou psicoterapia online para os funcion\u00e1rios. \u201c\u00c9 um servi\u00e7o totalmente sigiloso e independente da \u00e1rea de gest\u00e3o de pessoas\u201d, diz Nir Lander, diretor de pessoas e gest\u00e3o da Ocyan.<br \/>\nA empresa \u00e9 outra novata no home office. A ideia era implantar uma pol\u00edtica de teletrabalho daqui a dois anos \u2014 por\u00e9m a pandemia acelerou os planos. \u201cN\u00e3o \u00e9ramos contra o modelo remoto, ele apenas n\u00e3o estava em nossas prioridades\u201d, afirma Nir Lander.<br \/>\nDo total do quadro de 2.000 pessoas, aproximadamente um ter\u00e7o est\u00e1 trabalhando de casa. Como a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s foi classificada como servi\u00e7o essencial para a economia, os demais funcion\u00e1rios, que atuam em navios em alto-mar, continuam as atividades com a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSegundo uma pesquisa interna realizada pela Ocyan, o trabalho remoto j\u00e1 caiu no gosto dos profissionais. De acordo com o question\u00e1rio, 89% das pessoas que est\u00e3o em home office desejam continuar com a op\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a pandemia. O pedido ainda est\u00e1 em estudo, mas deve ser atendido, adianta Nir Lander. \u201cProvavelmente, adotaremos o rod\u00edzio. N\u00e3o queremos que o home office seja obrigat\u00f3rio. As pessoas continuar\u00e3o tendo a op\u00e7\u00e3o de vir para o escrit\u00f3rio, que ter\u00e1 um layout novo para garantir o distanciamento social\u201d, diz.<br \/>\nEm outra frente, a Basf tem lan\u00e7ado m\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de descompress\u00e3o para auxiliar no bem-estar. Por meio de uma plataforma online, a empresa passou a publicar v\u00eddeos com sess\u00f5es de ioga, medita\u00e7\u00e3o e alongamento. No mesmo canal, tamb\u00e9m s\u00e3o compartilhados conte\u00fados sobre assuntos relevantes no contexto atual, como dicas para trabalhar melhor em casa e conselhos sobre autodesenvolvimento. \u201cAs tem\u00e1ticas v\u00e3o mudando conforme as necessidades de cada momento e a evolu\u00e7\u00e3o da pandemia. Tentamos falar um pouco de tudo. As conversas s\u00e3o lideradas por n\u00f3s, mas tamb\u00e9m trazemos especialistas\u201d, diz Bruno.<\/p>\n<h3>Mais proximidade<\/h3>\n<p>A multinacional alem\u00e3 tamb\u00e9m estimula happy hours, caf\u00e9s e almo\u00e7os entre as equipes \u2014 tudo de forma virtual, \u00e9 claro. De acordo com Esteban, da Cia de Talentos, as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes, mas precisam de protagonismo dos funcion\u00e1rios. \u201cOs gestores n\u00e3o podem ser os l\u00edderes desses encontros. Uma dica \u00e9 deixar um dos empregados conduzir os bate-papos e sair do evento antes do t\u00e9rmino, para que as pessoas possam desabafar, inclusive sobre voc\u00ea.\u201d<br \/>\nA descoberta de novas formas de comunica\u00e7\u00e3o j\u00e1 deixou marcas na Basf. \u201cPercebemos que n\u00e3o precisamos estar na porta do cliente para ajud\u00e1-lo, entender suas demandas e prover solu\u00e7\u00f5es. Quanto aos funcion\u00e1rios, queremos manter a abertura para essas conversas mais pessoais e, de certa forma, mais humanas\u201d, diz Bruno.<br \/>\nAlguns especialistas acreditam que lideran\u00e7as e empresas humanizadas e preocupadas com o bem-estar social e de seus funcion\u00e1rios ser\u00e3o um dos legados da crise terr\u00edvel pela qual estamos passando. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar com certeza que isso vai ocorrer, mas diversos estudos j\u00e1 apontaram que colocar as pessoas no centro das organiza\u00e7\u00f5es tem impactos positivos \u2014 nos funcion\u00e1rios e nos neg\u00f3cios.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nLink&nbsp;original&nbsp;da&nbsp;mat\u00e9ria:<br \/>\nhttps:\/\/vocesa.abril.com.br\/voce-rh\/lideranca-home-office\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Marina Kuzuyabu Esta reportagem foi publicada na edi\u00e7\u00e3o 68 de VOC\u00ca RH. 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