{"id":443,"date":"2010-07-01T12:50:02","date_gmt":"2010-07-01T15:50:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/?p=163"},"modified":"2010-07-01T12:50:02","modified_gmt":"2010-07-01T15:50:02","slug":"tempo-de-escolher-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/2010\/07\/01\/tempo-de-escolher-2\/","title":{"rendered":"Tempo de Escolher"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><em>N<span style=\"color: #333399;\">e<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-164\" title=\"87126\" src=\"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/87126-218x300.jpg\" alt=\"87126\" width=\"218\" height=\"300\" \/>ste artigo, Tom Coelho trata a quest\u00e3o das escolhas sob uma perspectiva bem interessante. Todos n\u00f3s fazemos escolhas di\u00e1riamente, algumas com maior impacto em nossas vidas outras triviais. O que escolher e como fazemos nossas escolhas? Quais os crit\u00e9rios, cren\u00e7as e valores por tr\u00e1s daquilo que efetivamente fazemos. Eis a quest\u00e3o<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em><span style=\"color: #333399;\">*<\/span> por Tom Coelho<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos amigos leitores t\u00eam solicitado minha opini\u00e3o acerca de qual rumo dar \u00e0s suas carreiras. Alguns apreciam seu trabalho, mas n\u00e3o a empresa onde est\u00e3o. Outros admiram a harmonia conquistada, mas n\u00e3o t\u00eam qualquer prazer no exerc\u00edcio de suas atividades. Uns recebem propostas para mudar de emprego, financeiramente desfavor\u00e1veis, por\u00e9m desafiadoras. Outros t\u00eam diante de si um vasto leque de op\u00e7\u00f5es, muitas coisas por fazer, mas n\u00e3o conseguem abra\u00e7ar a tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Todas estas pessoas t\u00eam algo em comum: a necessidade premente de escolhas. Lembro-me de Clarice Lispector: \u201cEntre o <em>sim<\/em> e o <em>n\u00e3o<\/em>, s\u00f3 existe um caminho: escolher\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Acredito que quase todas as pessoas passam ao longo de sua trajet\u00f3ria pelo \u201cdilema da virada\u201d. Um momento especial em que uma decis\u00e3o espec\u00edfica e irrevog\u00e1vel tem que ser tomada apenas porque a vida n\u00e3o pode continuar como est\u00e1. Algumas pessoas passam por isso aos 15 anos, outras, aos 50. Algumas talvez nunca tomem esta decis\u00e3o, e outras o fa\u00e7am v\u00e1rias vezes no decorrer de sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Fazer escolhas implica renunciar a alguns desejos para viabilizar outros. Voc\u00ea troca seguran\u00e7a por desafio, dinheiro por satisfa\u00e7\u00e3o, o pouco certo ao muito duvidoso. Assim, uma companhia que lhe oferece estabilidade com apatia pode dar lugar a uma dotada de instabilidade com ousadia. Analogamente, a aventura de uma vida de solteiro pode ceder espa\u00e7o ao conforto de um casamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Prazer e Voca\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>Os anos ensinaram-me algumas li\u00e7\u00f5es. A primeira delas vem de Leonardo da Vinci que dizia: \u201cA sabedoria da vida n\u00e3o est\u00e1 em fazer aquilo que se gosta, mas em gostar daquilo que se faz\u201d. Sempre imaginei que fosse o contr\u00e1rio. Por\u00e9m, refletindo, passei a compreender que quando estimamos aquilo que fazemos, podemos nos sentir completos, satisfeitos e plenos, ao passo que se apenas procurarmos fazer o que gostamos, sempre estaremos numa busca insaci\u00e1vel, porque o que gostamos hoje n\u00e3o ser\u00e1 o mesmo que prezaremos amanh\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Todavia, \u00e9 indiscut\u00edvel a import\u00e2ncia de alinhar o prazer \u00e0s nossas aptid\u00f5es. Encontrar o talento que reside dentro de cada um de n\u00f3s ao que chamamos <strong>voca\u00e7\u00e3o<\/strong>. Oriunda do latim <em>vocatione<\/em>, e traduzida literalmente por \u201cchamado\u201d, simboliza uma esp\u00e9cie de predestina\u00e7\u00e3o imanente a cada pessoa, algo revestido de certa magia e divindade. Uma voz imagin\u00e1ria que soa latente, capaz de converter advogados em m\u00fasicos, fazer engenheiros virarem suco. \u00c9 um lugar no tempo e no espa\u00e7o onde a felicidade tem sua morada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Escolhas s\u00e3o feitas com base em nossas prefer\u00eancias. E a\u00ed torno a recorrer \u00e0 etimologia para descobrir que o verbo \u201cpreferir\u201d vem do latim <em>praeferere<\/em> e significa \u201clevar \u00e0 frente\u201d. Parece-me uma indica\u00e7\u00e3o clara de que nossas escolhas devem ser feitas com os olhos no futuro, no uso de nosso livre-arb\u00edtrio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O mundo corporativo nos reserva muitas armadilhas. Trocar de empresa ou mudar de atribui\u00e7\u00e3o, por exemplo, s\u00e3o convites permanentes. O problema de recus\u00e1-los \u00e9 passar o resto da vida se perguntando: \u201cO que teria acontecido se eu tivesse aceitado?\u201d. Prefiro n\u00e3o carregar comigo o benef\u00edcio da d\u00favida. Por isso, opto por assumir riscos calculados e seguir adiante. Somos livres para escolher, por\u00e9m prisioneiros das consequ\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Para aqueles insatisfeitos com seu ambiente de trabalho, uma alternativa \u00e0 mudan\u00e7a de empresa \u00e9 postular a melhoria do ambiente interno atual. Dialogar e apresentar propostas s\u00e3o um bom caminho. De nada adianta assumir uma postura defensiva e cr\u00edtica. Lembre-se de que as pessoas n\u00e3o est\u00e3o contra voc\u00ea, mas a favor delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Por fim, combata a mediocridade em todas as suas vertentes. A mediocridade de trabalhos desconectados com sua voca\u00e7\u00e3o, de empresas que n\u00e3o lhe valorizam, de relacionamentos falidos. Sob este aspecto, como diria Tolstoi, \u201cN\u00e3o se pode ser bom pela metade\u201d. Meias-palavras, meias-verdades, mentiras inteiras, meio caminho para o fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Os gregos n\u00e3o escreviam obitu\u00e1rios. Quando um homem morria, faziam uma pergunta:<strong> \u201cEle viveu com paix\u00e3o?\u201d.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Qual seria a resposta para voc\u00ea?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<em>* <\/em><strong><em>Tom Coelho<\/em><\/strong><em> \u00e9 educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 pa\u00edses. \u00c9 autor de \u201cSete Vidas \u2013 Li\u00e7\u00f5es para construir seu equil\u00edbrio pessoal e profissional\u201d, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos atrav\u00e9s do e-mail <\/em><em><a href=\"mailto:tomcoelho@tomcoelho.com.br\">tomcoelho@tomcoelho.com.br<\/a><\/em><em>. <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Neste artigo, Tom Coelho trata a quest\u00e3o das escolhas sob uma perspectiva bem interessante. Todos n\u00f3s fazemos escolhas di\u00e1riamente, algumas com maior impacto em nossas vidas outras triviais. O que escolher e como fazemos nossas escolhas? Quais os crit\u00e9rios, cren\u00e7as e valores por tr\u00e1s daquilo que efetivamente fazemos. 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