{"id":4127,"date":"2019-01-21T18:50:37","date_gmt":"2019-01-21T21:50:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/?p=4127"},"modified":"2022-01-16T19:30:04","modified_gmt":"2022-01-16T19:30:04","slug":"4127","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/2019\/01\/21\/4127\/","title":{"rendered":"Quem nunca se perguntou se estava mesmo na carreira certa?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-4114 size-medium\" src=\"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/carreira_em_jogo.png\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"300\"><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h2><span style=\"color: #008080;\">Quem nunca se perguntou se estava mesmo na carreira certa?<\/span><\/h2>\n<p>Esta quest\u00e3o, seguramente, faz parte da vida de muitos jovens ainda na faculdade, mas quando a d\u00favida surge depois de v\u00e1rios anos de experi\u00eancia, e muitas vezes quando se est\u00e1 no auge profissional?<br \/>\nA chamada crise dos 30 anos, na verdade pode acontecer em qualquer momento e tem in\u00fameros motivos:<\/p>\n<ul>\n<li>Insatisfa\u00e7\u00e3o com suas atividades<\/li>\n<li>Incerteza sobre o futuro<\/li>\n<li>D\u00favidas quanto ao esfor\u00e7o empreendido ao longo dos anos<\/li>\n<li>Press\u00e3o social (cada vez mais cobran\u00e7as apesar dos resultados)<\/li>\n<li>Mudan\u00e7as de perspectivas<\/li>\n<\/ul>\n<p>Entre outras situa\u00e7\u00f5es.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPor\u00e9m, antes de abrir m\u00e3o de in\u00fameras conquistas \u00e9 necess\u00e1rio avaliar se esta \u00e9 uma decis\u00e3o definitiva ou se est\u00e1 apenas baseada em um momento ruim. Isto porque, acreditem, fases dif\u00edceis existem em qualquer profiss\u00e3o e para qualquer profissional.<\/p>\n<h2><span style=\"color: #008080;\">IDENTIFICA\u00c7AO DOS MOTIVOS<\/span><\/h2>\n<p>\u201cQuem pensa em fazer transi\u00e7\u00e3o de carreira se sente frustrado e insatisfeito interiormente. \u00c9 diferente quando n\u00e3o se est\u00e1 contente com uma coisa espec\u00edfica, por isso, \u00e9 preciso nomear o que n\u00e3o est\u00e1 bom, caso contr\u00e1rio a tend\u00eancia a tend\u00eancia \u00e9 generalizar. \u00c9 necess\u00e1rio identificar se existe algo pontual, como um projeto que n\u00e3o evoluiu, uma semana mais estressante, se apesar das coisas boas acontecendo a pessoa n\u00e3o est\u00e1 feliz. Geralmente, quem faz o processo de mudan\u00e7a de carreira j\u00e1 est\u00e1 insatisfeito h\u00e1 mais de um ano, deixando de ser uma sensa\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea para virar uma experi\u00eancia desconfort\u00e1vel por um longo per\u00edodo de tempo\u201d <strong>alerta Adriana Gomes,<\/strong> diretora do site <a href=\"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\">www.vidaecarreira.com.br<\/a> e autora do livro T\u00d4 PERDIDO! \u2013 Mudan\u00e7a e Gest\u00e3o da Carreira.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4115 size-medium alignright\" src=\"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/to-perdido-222x300.png\" alt=\"\" width=\"222\" height=\"300\"><br \/>\nO coordenador interino do Grupo de Excel\u00eancia em Coaching do CRA \u2013 SP, Wilson Gambirazi, enfatiza as atitudes a serem tomadas antes de uma transi\u00e7\u00e3o radical. \u201cDa mesma forma que n\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel decidir sob fortes emo\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m \u00e9 importante ter a consci\u00eancia sobre conting\u00eancias tempor\u00e1rias. Posso, por exemplo, ter que me dedicar temporariamente a algo que n\u00e3o escolheria em situa\u00e7\u00f5es normais, mas preciso ter consci\u00eancia de que essa \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria. A outra quest\u00e3o importante \u00e9 buscar meios de expandir o senso cr\u00edtico que tenho sobre o ambiente e sobre mim. Quando penso <em>\u201cque \u00e9 dif\u00edcil tomar decis\u00f5es em minha \u00e1rea\u201d<\/em> preciso saber diferenciar e entender essa afirma\u00e7\u00e3o, sobre o que est\u00e1 exatamente se referindo.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO Coach e, eventualmente a terapia. Atuam exatamente como facilitadores para que o profissional encontre a sua resposta\u201d, defende.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Adriana lembra<\/strong>, por\u00e9m, que ap\u00f3s esse momento de d\u00favida o sentimento constante de quem deseja realmente mudar \u00e9 o de perda de conex\u00e3o com as atividades atuais. \u201cUma pergunta que come\u00e7a a ser frequente na cabe\u00e7a dessas pessoas \u00e9: o que \u00e9 que eu estou fazendo aqui?\u201d Existe um descolamento entre o que a pessoa gostaria de fazer e o que ela est\u00e1 fazendo, o que gera total perda de sentido. Essa \u00e9 a grande ruptura e, frequentemente, tem pouco a ver com o sal\u00e1rio. As vezes a pessoa est\u00e1 bem-sucedida, reconhecida e com boa remunera\u00e7\u00e3o, mas para ela, aquilo n\u00e3o basta e quem est\u00e1 fora, n\u00e3o entende muito bem essa situa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEntretanto, passamos muito mais tempo na rela\u00e7\u00e3o de trabalho, do que em qualquer outra rela\u00e7\u00e3o na vida, e quando acontece essa ruptura, tamb\u00e9m h\u00e1 um grande sofrimento\u201d explica.<br \/>\nO consultor em gest\u00e3o de pessoas Eduardo Ferraz, autor do livro \u201cGente que convence\u201d, d\u00e1 algumas dicas para identificar se est\u00e1 mesmo na hora de dar outro rumo \u00e0 carreira, mas tamb\u00e9m apresenta um contraponto para essa decis\u00e3o. \u201cSe o profissional odeia o que faz , tem pouca perspectiva de evolu\u00e7\u00e3o, usa pouco seus talentos, seus pontos fracos atrapalham muito, acha a profiss\u00e3o desagrad\u00e1vel, sente-se desmotivado a maior parte do tempo, seu dia a dia profissional \u00e9 mon\u00f3tono, pensa com frequ\u00eancia em fazer outra coisa &nbsp;e nunca recebe novas proposta de trabalho, \u00e9 hora de repensar a carreira. O que est\u00e1 errado? \u00c9 uma frase ruim (conjuntura, economia fraca, cansa\u00e7o, emprego ruim) ou um problema mais grave?<br \/>\n\u00c9 poss\u00edvel melhorar em alguns desses itens? Ao analisar os pr\u00f3s e os contra \u00e9 poss\u00edvel entrar em um dilema ainda maior. Mudan\u00e7a de carreira \u00e9 coisa s\u00e9ria e complexa, por isso deve-se fazer o m\u00e1ximo para ajusta-la antes de tomar a dr\u00e1stica decis\u00e3o de mudar. N\u00e3o existe carreira perfeita, pois sempre haver\u00e1 dificuldades, fases ruins, decis\u00f5es equivocadas e gente desagrad\u00e1vel. Mas tamb\u00e9m haver\u00e1 fases \u00f3timas, boas decis\u00f5es, gente interessante e resultados positivos\u201d, orienta.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #008080;\">ANGUSTIAS E RISCOS<\/span><\/h3>\n<p>Antes da mudan\u00e7a definitiva, muitos sentimentos podem vir a tona. \u201cA decis\u00e3o sobre a mudan\u00e7a de carreira \u00e9 potencialmente geradora de ansiedade e at\u00e9 stress, j\u00e1 que implica em enfrentar o desconhecido e lidar com as pr\u00f3prias expectativas. Supondo que o profissional seja for\u00e7ado a mudar por quest\u00f5es financeiras, ou por n\u00e3o encontrar um emprego, a sobreviv\u00eancia falar\u00e1 mais alto e eventuais sentimentos de realiza\u00e7\u00e3o profissional ser\u00e3o subjugados por necessidades mais imediatas. Uma vez satisfeitas as expectativas por voltar \u00e0 \u00e1rea de origem (ou zona de conforto) prevalecer\u00e1. Mas n\u00e3o s\u00e3o raras as hist\u00f3rias de pessoas que \u201cdescobriram \u201co caminho da felicidade profissional sendo for\u00e7adas a buscar alternativas para sobreviver\u201d. Contextualiza Gambirazi.<br \/>\nEle lembra, tamb\u00e9m, que muitos fatores antigos est\u00e3o associados \u00e0 vontade de romper com a realidade atual e modificar a trajet\u00f3ria atual.\u201d Essa decis\u00e3o est\u00e1 fortemente associada aos valores pessoais, ou mesmo a \u201cpaix\u00f5es antigas \u201cpor determinada \u00e1rea profissional. Em qualquer dos casos, pressup\u00f5e atitude saud\u00e1vel de assumir o controle sobre a pr\u00f3pria carreira.&nbsp; H\u00e1 tamb\u00e9m uma dose significativa de empreendedorismo associada a esse momento, o que encoraja o profissional a correr riscos\u201d, elenca.<br \/>\nUm desses riscos, por\u00e9m, pode envolver sua vida pessoal, conforme alerta Adriana. \u201cA transi\u00e7\u00e3o de carreira tem um custo, n\u00e3o apenas financeiro. A mudan\u00e7a pode comprometer rela\u00e7\u00f5es pessoais como o casamento, por exemplo, pois existe uma desestabiliza\u00e7\u00e3o na qual o companheiro pode achar que a pessoa mudou muito e n\u00e3o \u00e9 mais a pessoa com quem se casou. O profissional precisa estar seguro daquilo que vai fazer, pois poder\u00e1 sofrer consequ\u00eancias e cobran\u00e7as das pessoas mais pr\u00f3ximas.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #008080;\">PARA N\u00c3O ERRAR<\/span><\/h3>\n<p>Quem assume o risco de mudar precisa saber que n\u00e3o \u00e9 uma transforma\u00e7\u00e3o r\u00e1pida. Muitos processos podem levar anos para acontecer, <strong>explica Adriana.<\/strong> \u201c\u00c9 muito dif\u00edcil fazer uma transi\u00e7\u00e3o de carreira sozinho, porque existe uma enorme press\u00e3o social para que as pessoas n\u00e3o abandonem seus empregos, principalmente em \u00e9pocas de crise. Amigos e familiares mais pr\u00f3ximos, que entendem a estabilidade com grande valor, tendem a aconselhar a pessoa a ficar onde est\u00e1, com o argumento de que ela pode n\u00e3o encontra outra coisa t\u00e3o r\u00e1pido. E isso tamb\u00e9m \u00e9 verdade. Por esta raz\u00e3o \u00e9 importante que ela tenha um plano B e comece a trabalhar nesse plano para que d\u00ea o passo com consist\u00eancia. \u00c0s vezes, a pessoa est\u00e1 t\u00e3o cansada de tudo que qualquer incentivo, como um plano de demiss\u00e3o volunt\u00e1ria, por exemplo, \u00e9 motivo para sair do emprego atual. Mas esse mesmo PDV n\u00e3o d\u00e1 sustentabilidade para a transi\u00e7\u00e3o, principalmente se ela for muito radical\u201d, aconselha.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPara n\u00e3o errar neste processo, alguns itens s\u00e3o imprescind\u00edveis.<br \/>\n\u201c\u00c9 necess\u00e1rio avaliar a vida financeira de forma consistente, identificar a faixa et\u00e1ria, analisar o mercado, investir em forma\u00e7\u00e3o, treinamento e desenvolvimento de compet\u00eancias , principalmente se for para uma \u00e1rea totalmente diferente. \u00c9 preciso, tamb\u00e9m, ter mais seguran\u00e7a em si, ent\u00e3o o autoconhecimento \u00e9 fundamental. A transi\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo dif\u00edcil mas muito poss\u00edvel de ser realizado e, sem &nbsp;d\u00favida, transformador\u201d, <strong>finaliza Adriana.<\/strong><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPor K\u00e1tia Carmo<br \/>\nRevista Administrador Profissional<br \/>\nArtigo originalmente publicado em Abril\/2017 Ano 40- no 370<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Quem nunca se perguntou se estava mesmo na carreira certa? Esta quest\u00e3o, seguramente, faz parte da vida de muitos jovens ainda na faculdade, mas quando a d\u00favida surge depois de v\u00e1rios anos de experi\u00eancia, e muitas vezes quando se est\u00e1 no auge profissional? 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