{"id":1803,"date":"2013-08-19T18:22:54","date_gmt":"2013-08-19T18:22:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/?p=1803"},"modified":"2013-08-19T18:22:54","modified_gmt":"2013-08-19T18:22:54","slug":"escolas-dizem-que-ser-feliz-aumenta-a-produtividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/2013\/08\/19\/escolas-dizem-que-ser-feliz-aumenta-a-produtividade\/","title":{"rendered":"Escolas dizem que ser feliz aumenta a produtividade"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">Artigo bem interessante para quem, como eu, percebe que o sofrimento na rela\u00e7\u00e3o de trabalho realmente produz doen\u00e7as.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Compartilho das id\u00e9ias do artigo e compartilho com voc\u00ea!<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/LT-home.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1805\" title=\"LT-home\" src=\"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/LT-home.jpg\" alt=\"\" width=\"445\" height=\"215\" \/><\/a><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEsque\u00e7a as planilhas, as an\u00e1lises de cen\u00e1rio e o gerenciamento de risco. O t\u00f3pico da moda nas escolas de neg\u00f3cios \u00e9 a felicidade. Os acad\u00eamicos que pesquisam o assunto preferem classific\u00e1-lo de outro jeito. &#8220;Sentido&#8221; \u00e9 o termo usado por Lee Newman, reitor de inova\u00e7\u00e3o e comportamento da IE Business School da Espanha. Na Ross School of Business da Universidade de Michigan, Jane Dutton, professora de administra\u00e7\u00e3o de empresas e psicologia, diz que se trata da &#8220;prosperidade humana&#8221;. Christie Scollon, da Singapore Management University, descreve como &#8220;bem-estar subjetivo&#8221;.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nSeja qual for a descri\u00e7\u00e3o, todos eles concordam que a felicidade \u00e9 algo importante para o sucesso dos neg\u00f3cios. Al\u00e9m disso, patr\u00f5es e formuladores de pol\u00edticas precisam considerar o fator felicidade como se fossem promover economias fortes e empresas lucrativas. <strong>&#8220;Quando as pessoas est\u00e3o mais felizes, de alguma forma elas t\u00eam mais energia.<\/strong> N\u00e3o sabemos como elas fazem isso&#8221;, afirma Andrew Oswald, economista da Warwick University, do Reino Unido.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nDe acordo com a professora Christie, que tamb\u00e9m \u00e9 psic\u00f3loga, pesquisas mostram que pessoas felizes ganham mais dinheiro, s\u00e3o mais saud\u00e1veis (passam menos dias sem trabalhar por causa de doen\u00e7as) e s\u00e3o mais criativas na resolu\u00e7\u00e3o de problemas. &#8220;Isso significa que promover a felicidade na empresa faz sentido do ponto de vista comercial, mesmo que voc\u00ea seja uma pessoa rabugenta e pense apenas em ganhar dinheiro&#8221;, afirma.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAssim como muitas tend\u00eancias que aparentemente surgem de uma hora para a outra no universo administrativo, o interesse dos acad\u00eamicos especializados em neg\u00f3cios no tema &#8220;felicidade&#8221; vem sendo discutido h\u00e1 d\u00e9cadas e surgiu do desenvolvimento da &#8220;psicologia positiva&#8221;, na d\u00e9cada de 1980. O professor Oswald diz que a Warwick estuda o assunto desde os anos 1990. &#8220;Falar sobre isso deixou de ser apenas uma coisa curiosa e se tornou fundamental&#8221;, enfatiza.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nOs avan\u00e7os na neuropsicologia acrescentaram rigor e transpar\u00eancia a esse quadro. Ao mesmo tempo, houve a integra\u00e7\u00e3o de acad\u00eamicos de diversas \u00e1reas (especialmente psic\u00f3logos) nas escolas de neg\u00f3cios tradicionais, al\u00e9m de aumentar o interesse entre os economistas, explica Christopher Hsee, professor de ci\u00eancias comportamentais e marketing da Booth School of Business, da Universidade de Chicago, que tamb\u00e9m \u00e9 psic\u00f3logo. &#8220;H\u00e1 cerca de 30 anos, psic\u00f3logos e economistas raramente falavam uns com os outros. Atualmente, mais e mais profissionais do mundo da economia percebem que os psic\u00f3logos t\u00eam muito a contribuir na resolu\u00e7\u00e3o de problemas econ\u00f4micos.&#8221;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO interesse combinado de professores e alunos vem ajudando a alimentar o entusiasmo, afirma Michael Norton, professor associado da Harvard Business School. &#8220;O ensino depende daquilo que o corpo docente tem interesse e do que os alunos querem aprender. Agora, estamos come\u00e7ando a ver uma maior conflu\u00eancia entre esses dois fatores.&#8221;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nMas as empresas tamb\u00e9m t\u00eam sido muito importantes no avan\u00e7o dessa discuss\u00e3o. &#8220;\u00c9 extremamente caro substituir trabalhadores altamente qualificados. Desse modo, adotar medidas de satisfa\u00e7\u00e3o no emprego est\u00e1 longe de ser uma bobagem&#8221;, diz Oswald. Na verdade, o professor Newman acredita que as empresas \u00e9 que s\u00e3o sua for\u00e7a-motriz. &#8220;Gostamos de pensar que as escolas de neg\u00f3cios est\u00e3o \u00e0 frente das empresas. Mas, neste caso, ocorre justamente o contr\u00e1rio&#8221;. Organiza\u00e7\u00f5es como o Google e a Southwest Airlines s\u00e3o citadas como exemplos de companhias que adotaram pr\u00e1ticas positivas.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nOs governos da Fran\u00e7a, Reino Unido e Estados Unidos tamb\u00e9m est\u00e3o adotando a agenda da felicidade. A crise financeira e a recess\u00e3o posterior enfatizaram a necessidade desse tipo de ensino ao mesmo tempo em que as demiss\u00f5es e congelamentos de sal\u00e1rios agravaram os problemas dos trabalhadores insatisfeitos. &#8220;O endividamento est\u00e1 muito relacionado com a depress\u00e3o e as doen\u00e7as mentais&#8221;, diz o professor Oswald. &#8220;O medo do desemprego \u00e9 muito real e tudo o que tem liga\u00e7\u00e3o com o medo parece ser debilitante&#8221;, diz.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO estudo da felicidade tem sido importante na abordagem dos problemas da cultura organizacional, mas h\u00e1 uma segunda onda de pesquisas sobre as rela\u00e7\u00f5es entre as organiza\u00e7\u00f5es e seus clientes. &#8220;Cada vez mais os comerciantes pensam nos gatilhos psicol\u00f3gicos para os clientes&#8221;, afirma Norton. O corte nos pre\u00e7os \u00e9 um gatilho \u00f3bvio da felicidade, mas outros, como os relacionados \u00e0 sustentabilidade ambiental ou \u00e0 responsabilidade social, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o bem definidos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nUm caso de sucesso citado por Norton \u00e9 a BetterWorld Books, que doa parte dos lucros obtidos com as vendas de livros para institui\u00e7\u00f5es de caridade. &#8220;As pessoas se importam com quest\u00f5es mais amplas e, na condi\u00e7\u00e3o de consumidores, podem recompensar as companhias que se engajam nessas causas&#8221;, afirma.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nOs gatilhos individuais para os empregados tamb\u00e9m envolvem mais do que apenas os ganho financeiro. Na verdade, h\u00e1 uma evid\u00eancia real de que fazer coisas para os outros torna as pessoas mais felizes. O professor Norton cita um estudo que realizou na Europa sobre o plano de bonifica\u00e7\u00f5es de uma organiza\u00e7\u00e3o. Um grupo de amostragem da companhia foi orientado a gastar seu b\u00f4nus de 15 euros com outros funcion\u00e1rios, em vez de consigo mesmo. Aqueles que fizeram isso se mostraram muito mais satisfeitos que o grupo que n\u00e3o o fez.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO que est\u00e1 claro \u00e9 que o bem-estar das empresas, da sociedade e dos indiv\u00edduos est\u00e1 cada vez mais conectado. &#8220;Imagino que daqui a dez anos, haver\u00e1 mais precis\u00e3o cient\u00edfica na maneira de como se deve tratar os funcion\u00e1rios e como definir sistemas de trabalho eficientes. Hoje, a maioria desses modelos \u00e9 pura suposi\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Oswald.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nMas ainda h\u00e1 percep\u00e7\u00f5es negativas a serem superadas, ressalta Scollon. &#8220;O estere\u00f3tipo das pessoas felizes \u00e9 que elas s\u00e3o est\u00fapidas. Temos prov\u00e9rbios como &#8216;a ignor\u00e2ncia \u00e9 uma ben\u00e7\u00e3o'&#8221;. Mas, ao que parece, as pessoas felizes podem ser as mais eficientes e produtivas no local de trabalho.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nTodo programa de MBA ensina aos alunos como obter vantagens competitivas e tecnol\u00f3gicas, mas, na opini\u00e3o de Lee Newman, reitor de inova\u00e7\u00e3o e comportamento da IE Business School da Espanha, isso j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais suficiente. &#8220;A pr\u00f3xima vantagem ser\u00e1 a comportamental&#8221;.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nApostando nisso, a IE lan\u00e7ou em abril um mestrado executivo em lideran\u00e7a positiva e estrat\u00e9gia. O programa possui cinco m\u00f3dulos de uma semana que s\u00e3o ministrados ao longo de 13 meses e inclui medita\u00e7\u00e3o e ioga, al\u00e9m de abordar tamb\u00e9m assuntos mais tradicionais. Os professores do programa incluem um ex-banqueiro e um budista. Mas ele n\u00e3o foi criado para &#8220;hippies velhos e ecologistas radicais&#8221;. Seus alunos s\u00e3o administradores graduados com idade m\u00e9dia de 47 anos e cerca de 20 anos de experi\u00eancia no mercado.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO ensino \u00e9 integrado ao local de trabalho, na tentativa de realizar mudan\u00e7as de comportamentos. Newman, que \u00e9 psic\u00f3logo cognitivo, acredita que esse m\u00e9todo \u00e9 mais eficiente que os cursos tradicionais de uma semana, cujas li\u00e7\u00f5es podem ser esquecidas rapidamente. &#8220;Ningu\u00e9m frequenta uma academia de gin\u00e1stica por dois ou tr\u00eas dias e acha que j\u00e1 est\u00e1 em forma.&#8221;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO programa vai se concentrar, especialmente, em como implementar mudan\u00e7as. &#8220;Em uma escola de neg\u00f3cios, n\u00f3s sempre ensinamos o &#8216;porqu\u00ea&#8217; e &#8216;como&#8217; fazer. Mas o que est\u00e1 faltando \u00e9 o &#8216;ser capaz&#8217;.&#8221; A implementa\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a positiva \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o em que todos saem vencedores, acrescenta o professor. Os funcion\u00e1rios ficam felizes e os lucros ficam maiores.<br \/>\n(Tradu\u00e7\u00e3o de Mario Zamarian)<br \/>\n&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br \/>\nPor Della Bradshaw | Do Financial Times<br \/>\nFonte:\u00a0 Valor Econ\u00f4mico on line, 17\/07\/2013<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo bem interessante para quem, como eu, percebe que o sofrimento na rela\u00e7\u00e3o de trabalho realmente produz doen\u00e7as. Compartilho das id\u00e9ias do artigo e compartilho com voc\u00ea! &nbsp; Esque\u00e7a as planilhas, as an\u00e1lises de cen\u00e1rio e o gerenciamento de risco. O t\u00f3pico da moda nas escolas de neg\u00f3cios \u00e9 a felicidade. 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