{"id":1698,"date":"2013-05-02T19:19:39","date_gmt":"2013-05-02T19:19:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/?p=1698"},"modified":"2013-05-02T19:19:39","modified_gmt":"2013-05-02T19:19:39","slug":"retencao-de-talentos-a-todo-custo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/2013\/05\/02\/retencao-de-talentos-a-todo-custo\/","title":{"rendered":"Reten\u00e7\u00e3o de Talentos a Todo Custo"},"content":{"rendered":"<h2><a href=\"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/retencao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1699\" title=\"retencao\" src=\"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/retencao.jpg\" alt=\"\" width=\"369\" height=\"329\" \/><\/a><\/h2>\n<div>\n<strong>Por Adriana Gomes<\/strong>\u00a0(*)<\/p>\n<h3>As rela\u00e7\u00f5es de trabalho mudaram e as empresas continuam querendo que o profissional seja fiel apenas a ela. O que, de fato, elas ganham com isso?<\/h3>\n<address>\u00a0<\/address>\n<address>\u00a0<\/address>\n<address>Veja s\u00f3 que ironia. Na d\u00e9cada de 80 as empresas come\u00e7aram a utilizar um discurso para seus funcion\u00e1rios que dizia praticamente o seguinte: \u201cAgora, voc\u00ea deve ser o respons\u00e1vel pela sua carreira.\u201d Nessa \u00e9poca as empresas praticamente decidiam o que fazer com a carreira de quem trabalhava l\u00e1. Foi uma \u00e9poca de demiss\u00f5es e downsizing.<\/address>\n<address>\u00a0<\/address>\n<address>A empresa precisava enxugar e renovar o quadro de funcion\u00e1rios ela n\u00e3o precisava reter, pelo contr\u00e1rio, precisava ser mais \u00e1gil e competitiva.O funcion\u00e1rio, levou um susto, sentiu-se desamparado, perdido, pensando, e agora? Como fa\u00e7o para gerenciar a minha carreira? Nunca me ensinaram isso. Passados 30 anos, temos o efeito dessa medida enraizada e a empresa sofrendo com a dificuldade para reter os bons profissionais. As pessoas come\u00e7aram a entender que nem sempre a seguran\u00e7a e estabilidade oferecidas pela empresas representava o melhor para elas.<\/address>\n<address>\u00a0<\/address>\n<address>A possibilidade de sair e conhecer novas organiza\u00e7\u00f5es e modelos de gest\u00e3o, fez com que as pessoas adquirissem mais conhecimentos e possibilidades de escolhas.Os valores sociais mudaram, deixar uma grande empresa j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 sinal de fracasso, muito pelo contr\u00e1rio, \u00e9 visto com bons olhos, sinal de que o profissional consegue se adaptar ao novo e que suas experi\u00eancias anteriores podem ser fundamental para encontrar novas solu\u00e7\u00f5es e propor novas ideias e projetos.<\/address>\n<address>\u00a0<\/address>\n<address>Para o trabalhador tamb\u00e9m essa experi\u00eancia \u00e9 enriquecedora, pois agrega conhecimentos novos, rela\u00e7\u00f5es renovadas e mais experi\u00eancia. Esse conjunto de fatores tornam o profissional mais seguro do que pode fazer e oferecer \u00e0 um futuro empregador. Quando as pessoas ficam muito tempo em uma empresa acabam com a sensa\u00e7\u00e3o de que est\u00e3o deixando de aprender, que poderiam aprender mais em outra empresa. Nem sempre essa expectativa \u00e9 correspondida, \u00e9 fato, mas as pessoas preferem correr o risco e isso n\u00e3o \u00e9 ruim.<\/address>\n<address>\u00a0Acontece que em muitas empresas existe um esp\u00edrito meio rancoroso, por assim dizer, pois em sua pol\u00edtica n\u00e3o aceitam ex-colaboradores de volta, o que pode ser uma miopia. Um ex-colaborador que escolhe retornar, pode ter avaliado que vale a pena continuar onde j\u00e1 esteve pois teve a oportunidade de viver outras experi\u00eancias e preferir aquela organiza\u00e7\u00e3o a outra. Isso pode ser um est\u00edmulo para a rela\u00e7\u00e3o de trabalho.<br \/>\nO que muitas organiza\u00e7\u00f5es querem \u00e9 reter seus trainees e estagi\u00e1rios a todo custo, pois n\u00e3o querem perder seus talentos para o mercado, limitando a possibilidade desses jovens viverem outras experi\u00eancias. Avaliam que se ele foi embora o dinheiro investido foi perdido e jogado fora. Penso que esse \u00e9 o caminho errado. Acredito que a empresa deve ser catalisadora das boas experi\u00eancia nesse per\u00edodo e que deva ser um per\u00edodo muito rico e significativo pessoal e profissionalmente.<br \/>\nO papel dos programas de est\u00e1gio e trainees deveria ser entendido o de co-constru\u00e7\u00e3o da identidade profissional dos jovens, muito mais pensando na forma\u00e7\u00e3o dos jovens do que na pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o num primeiro momento e se eles quiserem ficar e nem olhar para outros empregadores ser\u00e1 um op\u00e7\u00e3o deles.<br \/>\nO que vejo com frequ\u00eancia \u00e9 que esse jovem \u00e9 visto como m\u00e3o de obra barata e muitas vezes n\u00e3o h\u00e1 nenhum programa de desenvolvimento. Assim, ele \u00e9 tratado como algu\u00e9m descart\u00e1vel e ele sabe disso. Sem perspectivas de crescimento ou reconhecimento a tend\u00eancia \u00e9 desmotiva\u00e7\u00e3o e, naturalmente, a busca por oportunidades melhores.<br \/>\nAcredito que uma boa parte dos jovens devam sair e experimentar outras rela\u00e7\u00f5es de trabalho e vivenciar outras culturas organizacionais e, se optarem por voltar para a empresa onde atuaram, isso sim, deve ser visto como um processo bem sucedido de sele\u00e7\u00e3o e treinamento de estagi\u00e1rios e trainees, pois significa que puderam conhecer o mercado e se conhecerem melhor e com isso optaram por voltar a organiza\u00e7\u00e3o de origem para dar continuidade ao processo de desenvolvimento profissional.<br \/>\n(*)\u00a0<strong>Adriana Gomes<\/strong>. Professora, Mestre em Psicologia, p\u00f3s-graduada em Psicologia Cl\u00ednica, Psic\u00f3loga, (CRP 30.133), Coach certificada pela Lambent do Brasil e reconhecida pela ICC \u2013 International Coaching Community. Coordenadora do N\u00facleo de Estudos e Neg\u00f3cios da ESPM e do Centro de Carreiras da ESPM. Autora do Livro Mudan\u00e7a de Carreira e Transforma\u00e7\u00e3o da Identidade, Colunista da Folha de S.Paulo, Blogueira do site\u00a0<a href=\"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">www.vidaecarreira.com.br<\/a><br \/>\n<\/address>\n<div data-href=\"http:\/\/azonadedesconforto.com.br\/nossas-colunas\/vida-e-carreira-por-adriana-gomes\/retencao-de-talentos-a-todo-custo\/\" data-read-time=\"5\" data-side=\"\" data-action=\"Curta!\"><\/div>\n<div>\n<div><a href=\"http:\/\/blogplay.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gostou? Compartilhe!<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Adriana Gomes\u00a0(*) As rela\u00e7\u00f5es de trabalho mudaram e as empresas continuam querendo que o profissional seja fiel apenas a ela. O que, de fato, elas ganham com isso? \u00a0 \u00a0 Veja s\u00f3 que ironia. 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