{"id":1321,"date":"2012-04-02T13:55:12","date_gmt":"2012-04-02T13:55:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vidaecarreira.com.br\/?p=1321"},"modified":"2012-04-02T13:55:12","modified_gmt":"2012-04-02T13:55:12","slug":"o-profissional-que-o-mercado-quer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vidaecarreira.com.br\/home\/2012\/04\/02\/o-profissional-que-o-mercado-quer\/","title":{"rendered":"O profissional que o mercado quer"},"content":{"rendered":"<div id=\"conteudoMateria\">\n<div id=\"materiaTopo\">\n<h3>O mundo do trabalho vive sua maior transforma\u00e7\u00e3o desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e busca um novo tipo de pessoas. Agora o que vale mais \u00e9 ter forma\u00e7\u00e3o diversificada, ser vers\u00e1til, aut\u00f4nomo, conectado e dono de um esp\u00edrito empreendedor<\/h3>\n<p>D\u00e9bora Rubin<\/p><\/div>\n<div id=\"divCompleta\">\n&nbsp;<br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_7006839726122843.jpg\" alt=\"img3.jpg\" \/><br \/>\nEsque\u00e7a tudo o que voc\u00ea aprendeu sobre o mercado de trabalho. Estabilidade, benef\u00edcios, vestir a camisa da empresa, jornadas intermin\u00e1veis, hierarquia, promo\u00e7\u00e3o, ser chefe. Ainda que tais conceitos estejam arraigados na cabe\u00e7a do brasileiro \u2013 quem nunca ouviu dos pais que ser bem-sucedido era seguir tal cartilha? \u2013, eles fazem parte de um pacote com cheiro de naftalina. O novo profissional, aut\u00f4nomo, colaborativo, vers\u00e1til, empreendedor, conhecedor de suas pr\u00f3prias vontades e ultraconectado \u00e9 o que o mercado come\u00e7a a demandar. O modelo tradicional de trabalho que foi sonho de consumo de todo jovem egresso da faculdade nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas est\u00e1 ficando para tr\u00e1s. \u00c9 a maior transforma\u00e7\u00e3o desde que a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, no s\u00e9culo XVIII, mandou centenas de pessoas para as linhas de produ\u00e7\u00e3o, segundo a pesquisadora inglesa Lynda Gratton, professora da London Business School e autora do livro \u201cThe Shift: The Future is Already Here\u201d (\u201cA mudan\u00e7a: o futuro j\u00e1 come\u00e7ou\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre).<br \/>\nNas novas gera\u00e7\u00f5es esse fen\u00f4meno \u00e9 mais evidente. Hoje, poucos rec\u00e9m-formados se veem fi\u00e9is a uma \u00fanica empresa por toda a vida. Em grande parte das universidades de elite do pa\u00eds, os alunos sequer cogitam servir a um empregador. <strong>\u201cQuando perguntamos onde eles querem trabalhar, a resposta \u00e9: na minha empresa\u201d,<\/strong> conta <em><strong>Adriana Gomes, professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM),<\/strong><\/em> de S\u00e3o Paulo. Entre os brasileiros que seguem o modelo tradicional, a m\u00e9dia de tempo em um emprego \u00e9 de cinco anos, uma das menores do mundo, segundo o Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) \u2013 os americanos trocam mais, a cada quatro anos. O ritmo din\u00e2mico inclui mudan\u00e7as de fun\u00e7\u00e3o, de empregador, e at\u00e9 de carreira.<br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_7006894849014099.jpg\" alt=\"img5.jpg\" \/><br \/>\nO cen\u00e1rio atual contribui. \u201cEstamos migrando de um padr\u00e3o previs\u00edvel para um modelo no qual impera a instabilidade\u201d, diz M\u00e1rcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). Quem apostar na estrutura antiga vai sair perdendo, segundo a professora T\u00e2nia Casado, da Faculdade de Economia e Administra\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo. Isso significa, inclusive, rever o significado de profiss\u00e3o. \u201cO que passa a valer \u00e9 o conceito de carreira sem fronteiras, ou seja, a sequ\u00eancia de experi\u00eancias pessoais de trabalho que voc\u00ea vai desenvolver ao longo da sua vida\u201d, define T\u00e2nia, uma das maiores especialistas em gest\u00e3o de pessoas do Pa\u00eds. Dentro desse novo ideal, vale somar cada viv\u00eancia, inclusive servi\u00e7os n\u00e3o remunerados, como os volunt\u00e1rios, e os feitos por puro prazer, como escrever um blog.<br \/>\nO conceito n\u00e3o \u00e9 novo. Surgiu em 1993 da mente futurista de Michael Arthur, professor de estrat\u00e9gia e neg\u00f3cios da Universidade Suffolk, nos Estados Unidos. S\u00f3 agora, quase 20 anos depois, \u00e9 que a teoria come\u00e7a a virar realidade. De acordo com sua tese, a carreira sem fronteiras \u00e9 aquela que se apoia no trip\u00e9 \u201cpor qu\u00ea, como e com quem\u201d. \u201c\u00c9 preciso se perguntar o que voc\u00ea quer da sua vida e por qu\u00ea; estudar para obter a t\u00e9cnica necess\u00e1ria e, por fim, estabelecer rela\u00e7\u00f5es nas quais exista uma troca de conhecimentos\u201d, explica T\u00e2nia, estudiosa da tese de Michael. Ou seja, voc\u00ea pode at\u00e9 passar anos no mesmo lugar, como fizeram seu pai e av\u00f4, desde que tenha a mente flex\u00edvel do profissional sem fronteiras e busque autoconhecimento, atualiza\u00e7\u00e3o constante e interc\u00e2mbio de experi\u00eancias.<br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_7006965000077275.jpg\" alt=\"img6.jpg\" \/><br \/>\nO novo profissional tamb\u00e9m tem que ter jogo de cintura para os novos arranjos trabalhistas. \u201cA tend\u00eancia \u00e9 ter mais flexibilidade na remunera\u00e7\u00e3o, no tempo de dura\u00e7\u00e3o da atividade, no conte\u00fado e no fuso e local de trabalho\u201d, destaca Werner Eichhorst, diretor do Instituto de Estudos sobre o Trabalho de Bonn (IZA, sigla em alem\u00e3o), na Alemanha. O home-office, pr\u00e1tica de trabalhar em casa que come\u00e7a a ganhar terreno, ser\u00e1 a realidade de milh\u00f5es de brasileiros nos pr\u00f3ximos dez anos, sobretudo nas grandes cidades sufocadas pelo tr\u00e2nsito.<br \/>\nA revolu\u00e7\u00e3o trabalhista est\u00e1 na pauta do dia por diversas raz\u00f5es. Em seu livro, Lynda Gratton apresenta o resultado de um estudo feito com 21 companhias globais e mais de 200 executivos na London Business School. Do extenso debate, ela elegeu as cinco for\u00e7as que est\u00e3o moldando o trabalho e, claro, seus profissionais. Em primeiro lugar, est\u00e1 a tecnologia. Como na Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, quando as m\u00e1quinas aceleraram a produtividade, hoje a vida em rede e os recursos de ponta eliminam uma s\u00e9rie de empregos e modificam outros tantos. No cen\u00e1rio brasileiro, h\u00e1 de se considerar a heran\u00e7a deixada pelas amargas d\u00e9cadas de 1980 e 1990, nas quais o desemprego e a terceiriza\u00e7\u00e3o explodiram \u2013 segundo Pochmann, o n\u00famero de trabalhadores sem carteira assinada e por conta pr\u00f3pria subiu de 11,7% para 58,2% somente entre 1985 e 1990. Nos \u00faltimos anos, o desemprego vem diminuindo e a formaliza\u00e7\u00e3o aumentou. Esse crescimento, por\u00e9m, se deve mais pela gera\u00e7\u00e3o de novos postos de trabalho com carteira assinada do que pela regulariza\u00e7\u00e3o do trabalho informal. Hoje, 45% dos brasileiros ativos n\u00e3o s\u00e3o registrados, de acordo com o Ipea.<br \/>\nOutras tr\u00eas for\u00e7as citadas por Lynda Gratton s\u00e3o globaliza\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas e preocupa\u00e7\u00f5es ambientais. A primeira traz com ela a entrada de novos pa\u00edses no grande jogo econ\u00f4mico global \u2013 como o pr\u00f3prio Brasil. A segunda diz respeito \u00e0 quantidade de gente no mundo \u2013 seremos nove bilh\u00f5es em 2050 \u2013, e \u00e0 maior expectativa de vida. E a terceira tem a ver com as mudan\u00e7as necess\u00e1rias na forma de produzir e consumir para reduzir os impactos no meio ambiente. Por fim, a autora destaca a quinta for\u00e7a: as tend\u00eancias de comportamento humano. Mais gente viver\u00e1 s\u00f3, as fam\u00edlias ser\u00e3o menores e as rela\u00e7\u00f5es afetivas ser\u00e3o foco de maior aten\u00e7\u00e3o. Trabalhar em casa ou pr\u00f3ximo da moradia, mais que uma quest\u00e3o sustent\u00e1vel, ser\u00e1 uma op\u00e7\u00e3o pelo bem-estar, algo que o brasileiro j\u00e1 valoriza. Em uma pesquisa feita pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), no come\u00e7o do ano, a meta profissional mais desejada em 2012 pelos entrevistados \u00e9 \u201cmelhorar a qualidade de vida\u201d, acima at\u00e9 da op\u00e7\u00e3o \u201cganhar mais<em><strong>\u201d. \u201cO workaholic est\u00e1 saindo de moda\u201d, afirma a professora Adriana Gomes, da ESPM. \u201cAos poucos, as pessoas foram percebendo que a produtividade delas ca\u00eda a m\u00e9dio e longo prazos.\u201d<\/strong><\/em><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o profissional que deve estar preparado para tamanha virada. As empresas, sobretudo as grandes corpora\u00e7\u00f5es que se expandiram ao longo dos \u00faltimos 20 anos, tamb\u00e9m precisam arejar suas convic\u00e7\u00f5es. Uma das principais mudan\u00e7as \u00e9 dar mais autonomia para que o funcion\u00e1rio crie, produza e evolua sem ficar estafado. T\u00e2nia Casado, da USP, coordena um grupo de estudo que tem se debru\u00e7ado sobre um tema fresquinho, curioso e fundamental para o mundo corporativo: o \u201copt-out\u201d. Trata-se da pr\u00e1tica, ainda pouco conhecida e aplicada, na qual as pessoas podem continuar sua trajet\u00f3ria dentro de uma empresa sem ter que necessariamente seguir a trilha convencional de subir na hierarquia. \u201cExecutivos de grandes grupos me procuram preocupados com a fuga de talentos e me perguntam o que podem fazer para ret\u00ea-los\u201d, diz a professora. Isso inclui principalmente mulheres que gostariam de passar mais tempo com seus filhos ap\u00f3s a licen\u00e7a-maternidade, sem abrir m\u00e3o da carreira. A resposta de T\u00e2nia \u00e9: opt-out. Ofere\u00e7a op\u00e7\u00f5es ou os talentos v\u00e3o embora. Principalmente em um momento bom da economia.<br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_7006871343812203.jpg\" alt=\"img4.jpg\" \/><br \/>\nO desafio de lidar com esse novo perfil \u00e9 t\u00e3o grande que \u00e9 o tema do Congresso Anual de Gest\u00e3o de Pessoas (Conarh) deste ano, que ser\u00e1 realizado em agosto. \u201cOs profissionais, em especial os jovens, guiam suas carreiras por suas causas e valores\u201d, diz Leyla Nascimento, presidente da ABRH, que organiza o evento. \u201cSe percebem que seu empregador n\u00e3o compra a sua causa, ele simplesmente vai embora.\u201d Outra insatisfa\u00e7\u00e3o grande, segundo ela \u00e9 n\u00e3o ser reconhecido, cobrado e valorizado, o que exige melhorias na comunica\u00e7\u00e3o e na forma como as lideran\u00e7as atuam. At\u00e9 mesmo o uso das redes sociais \u00e9 visto como uma quest\u00e3o estrat\u00e9gica. \u201c\u00c9 uma realidade e n\u00e3o pode mais ser ignorada.\u201d<br \/>\nNas empresas de m\u00e9dio porte, em especial as de tecnologia, esse novo profissional j\u00e1 encontra territ\u00f3rio acolhedor. Na Conectt, os 150 funcion\u00e1rios t\u00eam a liberdade de propor ideias a qualquer momento. S\u00e3o eles que decidem tamb\u00e9m os programas de bem-estar, al\u00e9m de desfrutar de hor\u00e1rios male\u00e1veis. Alguns designers nunca pisaram na sede da empresa, em S\u00e3o Paulo, e trabalham remotamente de diferentes pontos do Brasil. No ano passado, um programador rec\u00e9m-contratado avisou que sairia em seguida para passar uma temporada na Austr\u00e1lia. Foi incentivado e lhe asseguraram que teria sua vaga na volta. Segundo o s\u00f3cio-diretor Pedro Waengertner, o importante \u00e9 a equipe entregar o trabalho, independentemente da quantidade di\u00e1ria de horas trabalhadas, e ela se sentir parte fundamental do processo. \u201cO funcion\u00e1rio \u00e9 um ativo valioso e, para reter os melhores, \u00e9 preciso ter flexibilidade\u201d, diz ele.<br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_7006620277045735.jpg\" alt=\"IMG2.jpg\" \/><br \/>\nNesse cen\u00e1rio de mudan\u00e7as aceleradas, a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista brasileira \u00e9 um entrave. Criada em 1943 por Get\u00falio Vargas e alterada em poucos detalhes ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, a ess\u00eancia da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis Trabalhistas (CLT) corresponde a um Brasil que j\u00e1 n\u00e3o existe. A rigidez da CLT, que impede, por exemplo, a op\u00e7\u00e3o de meio per\u00edodo para v\u00e1rias profiss\u00f5es, \u00e9 o ponto mais criticado pelos especialistas. Um estudo realizado no ano passado pelo IZA, de Werner Eichhorst, em parceria com a USP, faz um comparativo entre os dois pa\u00edses e mostra que a possibilidade de os funcion\u00e1rios alem\u00e3es negociarem seus sal\u00e1rios diretamente com os empregadores, sem sindicatos nem governo no meio, ajudou a salvar 350 mil postos durante a crise de 2008. No Brasil, a pesquisa aponta a cultura de desconfian\u00e7a entre as partes como fruto de uma lei extremamente paternalista. Resultado: dois milh\u00f5es de casos julgados na Justi\u00e7a do Trabalho a cada ano.<br \/>\nApesar do embara\u00e7o legal, o mercado trata de pressionar, na pr\u00e1tica, por mudan\u00e7as. <em><strong>\u201cOs empregadores v\u00e3o achando as brechas at\u00e9 algu\u00e9m ter a coragem de mudar\u201d, acredita a professora Adriana, da ESPM.<\/strong><\/em> O governo Dilma acena com transforma\u00e7\u00f5es. Ir\u00e1 propor ao Congresso duas novas formas de contrata\u00e7\u00e3o, a eventual e a por hora trabalhada. As altera\u00e7\u00f5es podem dar mais dinamismo ao mercado e permitir que quem d\u00e1 expediente dois dias na semana ou tr\u00eas horas por dia seja integrado formalmente \u00e0 for\u00e7a produtiva do Pa\u00eds. Se a proposta for adiante, estar\u00e1 em maior sintonia com a realidade atual. Afinal, a revolu\u00e7\u00e3o no mundo do trabalho j\u00e1 come\u00e7ou.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_7007059374226941.jpg\" alt=\"img7.jpg\" \/><br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_7006260951599126.jpg\" alt=\"img.jpg\" \/><img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_7006426296262494.jpg\" alt=\"img1.jpg\" \/><br \/>\n&nbsp;\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"conteudoRodape\"><\/div>\n<p>&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.istoe.com.br\/reportagens\/196912_O+PROFISSIONAL+QUE+O+MERCADO+QUER?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPage\">http:\/\/www.istoe.com.br\/reportagens\/196912_O+PROFISSIONAL+QUE+O+MERCADO+QUER?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPage<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo do trabalho vive sua maior transforma\u00e7\u00e3o desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e busca um novo tipo de pessoas. 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